terça-feira, 12 de maio de 2015

Fantasia #1

Quando já estava na metade da garrafa de rum, algumas pessoas entraram correndo desesperadas na taberna:

- Demônios, demônios vindo nessa direção, escondam-se!!!

Parsis ergueu uma sobrancelha, colocou a cimitarra novamente nas costas e foi até um dos afobados que gritava, agarrando seu colarinho:

- Demônios você diz, de qual espécie?
- Eu não sei moça, são pequenos, negros, e explodem as coisas só de tocar.
- Hum, diabretes então, de onde vieram?
- Pelamordosdeuses, eu não sei moça, só sei que quero ir na outra direção!!! - bradou o homem apavorado tentando se livrar da mão da elfa negra.
- Há, patife! - Ela bradou soltando-o em um solavanco. Depois de dar mais um longo e demorado gole da garrafa ela a atirou no chão e saiu com um sorriso de orelha a orelha:

- É por isso que eu amo este lugar, nunca falta diversão!








Dust tinha a garota desacordada em seus braços e matinha um campo de força esférico que as protegia dos diabretes.

- Mas que droga, como eu poderia saber que quebrar a possessão liberaria estas peste? O que eu vou fazer agora? São muitos e eu estou cansada, não consigo conjurar mais nenhuma magia além dessa de proteção!

Dito isso o campo de força deu uma diminuída e algumas gotas de suor lhe escorreram do rosto.

De repente o foco mágico que libertava os diabretes aumentou e muitos mais saíram de lá antes que ele se fechasse. As pestes se reuniram em torno do campo mágico de Dust e começaram a tentar quebrá-lo, explodindo pequenas porções do campo e subindo em cima dele.

Ela já estava absolutamente desesperada, o campo quase reduzido ao contorno das duas e aquele verdadeiro enxame de seres mágicos ao redor delas deixando toda a vista negra.

Então, de repente, eles começam a sumir, um por um, puxados por cima e o restante desvia seu foco do campo de força para atacar aquilo que os ataca. Quando Dust consegue ter visão da situação se surpreende com o que vê.

Parsis está rodeada de demoniozinhos e se diverte dando golpes certeiros de cimitarra que lhes cortam fora as cabeças. Ela desvia de seus toques para não se machucar, já tinha um explodida em seu ombro esquerdo e outra na canela direita e não queria deixar que isso atrapalhasse sua diversão.
Seu sorriso, quase doentio, deforma seu rosto, sujo de sangue quando ela grita:

-Três cabeças de uma só vez, é um novo record!

E quando todos os seres mágicos estão mortos ela finalmente nota a presença de Dust com a garota desacordada, sentada no chão encarando-a embasbacada.

- Há! Eu devia saber que essas coisas tinham a ver com você, como não deduzi antes? Hahahahahahahaha
- Parsis, você continua nojenta como sempre, nós somos elfas e não ogros, consegue se lembrar?
- Óhhh, me desculpe senhorita - diz com ironia - mas a ogra aqui acabou de salvar sua pele não?
- Existiam meios menos - ela tem uma leve ânsia de vômito olhando ao redor - desagradáveis.
- Não importam os meios minha cara Dust, importa acabar com o problema. - limpa a lâmina da cimitarra com um olhar distante, quase de deleite

Neste momento Dust desmaia e a Parsis a pega antes que caia no chão. Guardando a espada ela ergue Dust no colo e sai andando da cena, sem se importar com os corpos, a sujeira e muito menos com a garota desacordada caída no centro de tudo isso.

- Está tudo bem mana, eu voltei pra cuidar de você - ela sussurra.


Nenhum comentário:

Postar um comentário