domingo, 3 de maio de 2015

Bons sonhos

Existem diferentes formas de pegar no sono.

A que mais gosto é aquela em que se está em repouso e relaxamento e os pensamentos, em geral doces, começam a fugir de leve e você sente que está amolecendo e penetrando no mundo dos sonhos e resiste de leve, pelo simples fato de quando deixa de resistir a entrega é ainda mais deliciosa.

A que menos gosto é aquela em que a cabeça, em turbilhão, depois do que parece ser uma verdadeira guerra, desliga de pura exaustão e você geralmente tem pesadelos ou um sono conturbado.

A que mais me assusta é essa, na qual se deita e sente como se seu corpo caísse através da cama, a cabeça ultrapassando o travesseiro e antes que se possa sentir o baque com o chão se acorda depois de invisíveis horas de sono que se acaba considerando satisfatórias.

É óbvio que aqui considero apenas a situação de se estar dormindo só em uma cama.

As formas furtivas são de alguma forma esplêndidas, não há sono mais reparador do que aquele que se tem durante uma aula ou palestra.

O sono, ao longo de um filme que se queria ver é frustrante.

E o sono, ao teu lado, depois de muito sexo é aquele que ainda almejo experimentar, mas tem ares de ser rejuvenescedor.

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