Você tem medo de dizer "Eu te amo"?
Eu tenho, morro de medo, mas não pelos motivos talvez imaginados.
Eu tenho medo que mal interpretem meu amor.
Quando eu digo que amo não estou dizendo que quero um relacionamento, que quero juras, fidelidades, ou seja lá o que for.
Meu "Eu te amo" significa que te adoro, admiro, quero muito que você seja feliz e adoraria poder, eventualmente, te fazer feliz, que quero entrar no teu mundo, que quero te dar um pedaço do meu.
Quero sim, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a eternidade de nosso relacionamento termine.
Eu deveria ter medo disso?
Eu amo tanto, e meu amor sempre só cresce, mas eu não posso falar, mas eu não posso demonstrar, porque eu posso de repente perder os seres amados por dizer isso.
Eu não quero te prender, nem ser exclusiva, eu nem ao menos quero que você me ame de volta (embora eu vá adorar se você amar), eu só quero a liberdade de te amar.
De repente eu me descubro em uma sociedade onde amar é tabu. E possessão é legal.
Vivo num mundo onde contratos de convivência são bem vindos, mas o amor é temido.
Eu escondo meu amor, eu amo sem falar, eu engulo essa parte minha, mas eu sonho, sonho com o dia em que eu vou poder dizer a todos o quanto os amo e o quanto quero conhecê-los melhor.
Há quem chame de poli amor, pra mim amor já é uma palavra plural.
Há quem diga que amor é um sentimento exclusivo de relacionamentos românticos, quão tolos, isso é paixão e desejo, amor você sempre sente.
Dizer "Eu te amo" não deveria ser uma coisa tão escolhida, tão comedida, tão reservada.
Essa frase deveria ser dita todos os dias, a muitas pessoas, com sinceridade.
O amor, ao meu ver, é o sentimento mais mal compreendido do mundo.
Que pena, porque é o melhor dos sentimentos!
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